sábado, 7 março 2026

Segundo Moraes, Nikolas usou relação com Bolsonaro para pressionar Supremo

Nesta segunda-feira (4/8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após o ex-presidente descumprir medidas cautelares previamente impostas. Moraes apontou que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou Bolsonaro durante uma ligação por vídeo, realizada durante um ato no fim de semana, com o objetivo de pressionar o STF.

Segundo o ministro, “o réu [Jair Bolsonaro] atendeu uma chamada de vídeo feita pelo deputado Nikolas Ferreira, ocasião em que o parlamentar utilizou sua imagem para reforçar discursos feitos durante a manifestação, buscando coagir o STF e interferir na Justiça, mesmo ciente das restrições impostas.”

Bolsonaro já estava sujeito a diversas medidas cautelares por ordem do próprio Moraes. Entre elas, estavam a proibição de sair do país, o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 6h) e aos fins de semana. Na nova decisão, o ministro afirmou que o ex-presidente reincidiu em práticas ilegais de forma ainda mais grave. Ele também apontou que Bolsonaro teria produzido, de forma deliberada, conteúdos que posteriormente seriam divulgados por seus filhos e apoiadores nas redes sociais, violando as restrições.

Para Moraes, Bolsonaro continuou propagando as mesmas mensagens que justificaram as medidas cautelares iniciais. O ministro citou ainda que o ex-presidente se dirigiu intencionalmente aos participantes do ato em Copacabana (RJ), produzindo conteúdo com o claro objetivo de mobilizar seus seguidores. A gota d’água, segundo o STF, foi a participação de Bolsonaro, por telefone, na manifestação realizada no domingo (3/8), cuja gravação foi compartilhada nas redes sociais por seus filhos, Carlos e Flávio Bolsonaro.

Com metropoles/ Foto: Reprodução

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