quinta-feira, 27 agosto 2026

Pesquisa Quaest mostra o caminho para Lucas liquidar eleição no 1º turno

A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) colocou o governador Lucas Ribeiro (PP) em uma posição que, até pouco tempo atrás, parecia improvável: a de candidato com possibilidade concreta de encerrar a disputa pelo Governo da Paraíba ainda no primeiro turno.

Lucas aparece com 38% das intenções de voto, contra 19% de Cícero Lucena (MDB) e 18% de Efraim Filho (PL). Pedro Coutinho (DC) tem 2%, Camilo Duarte (PCO), 1%, e Yuri Ezequiel (UP), 0%. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 12% permanecem indecisos.

Excluindo esses 22% e considerando apenas os votos válidos, Lucas chega a aproximadamente 48,7%, Cícero fica com 24,4%, Efraim com 23,1%, Pedro com 2,6% e Camilo com 1,3%. Ou seja: no cenário atual, o governador estaria a pouco mais de 1,3 ponto percentual dos 50% dos votos válidos necessários para vencer no primeiro turno.

E existem pelo menos quatro fatores na própria pesquisa que ajudam a explicar por que esse patamar pode não representar o teto de Lucas.

O primeiro é justamente uma aparente contradição bastante favorável ao governador: Lucas é o menos rejeitado e, ao mesmo tempo, o menos conhecido entre os três principais candidatos. Apenas 22% dizem conhecê-lo e não votar nele, enquanto a rejeição de Cícero e Efraim chega a 46% para cada um. Ao mesmo tempo, 30% dos entrevistados afirmam ainda não conhecer Lucas, contra 19% em relação a Cícero e 20% a Efraim.

Em termos eleitorais, isso significa que o governador possui um universo maior de eleitores ainda a conquistar e encontra menos resistência entre aqueles que já o conhecem. É uma combinação que amplia seu potencial de crescimento.

O segundo fator é a avaliação da gestão. Segundo a Quaest, 61% dos paraibanos aprovam o governo Lucas Ribeiro, enquanto apenas 17% desaprovam. Outros 22% não souberam responder. A aprovação é significativamente superior à atual intenção de voto do governador, de 38%, indicando que existe uma parcela do eleitorado que avalia positivamente sua administração, mas que ainda não converteu essa percepção em voto. É justamente nesse contingente que a campanha governista tende a concentrar esforços.

O terceiro ponto talvez seja ainda mais simbólico. A Quaest perguntou se o ex-governador João Azevêdo merece eleger um sucessor. Nada menos que 65% responderam que sim, contra apenas 24% que disseram não. Como Lucas é o candidato diretamente associado à continuidade do projeto político de João, o dado funciona como um enorme ativo eleitoral. Evidentemente, dizer que João merece fazer um sucessor não significa automaticamente votar em Lucas, mas revela que a narrativa de continuidade encontra terreno fértil entre a maioria dos eleitores.

O quarto fator vem da política nacional. Para 53% dos paraibanos, o próximo governador deveria ser aliado do presidente Lula. Apenas 20% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro e 25% querem um nome independente. Lucas está inserido justamente no campo político alinhado ao presidente e, portanto, disputa a eleição em sintonia com a preferência majoritária demonstrada pelo levantamento.

Quando os números são colocados lado a lado, o cenário fica ainda mais interessante para o governador: ele lidera com larga vantagem, possui a menor rejeição, ainda é desconhecido por quase um terço do eleitorado, governa com 61% de aprovação, representa o grupo de um ex-governador que 65% acreditam merecer fazer um sucessor e está no campo político nacional preferido por 53% dos paraibanos.

Nenhum desses números, isoladamente, garante vitória antecipada. Campanha eleitoral muda, adversários reagem e indecisos podem alterar completamente o cenário. Mas, faltando pouco mais de um ponto percentual dos votos válidos para atingir a maioria absoluta na fotografia atual da Quaest, Lucas Ribeiro já não precisa apenas administrar uma liderança. Passou a ter uma possibilidade matemática e política real de tentar liquidar a eleição no primeiro turno.

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Por: Paraiba.com

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