quarta-feira, 23 setembro 2026

EUA e 14 países agem contra PCC e Comando Vermelho

O governo dos Estados Unidos e outros 14 países das Américas anunciaram nesta terça-feira (22) uma ação conjunta contra 24 organizações classificadas na declaração como grupos “narcoterroristas”. Entre elas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das principais facções criminosas brasileiras. O Brasil não integra o Escudo das Américas.

A decisão foi anunciada após uma reunião realizada em Nova York, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e representantes dos países que integram a iniciativa.

Além do PCC e do Comando Vermelho, a lista inclui organizações como Mara Salvatrucha (MS-13), Tren de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), Clan del Golfo, ELN, Sendero Luminoso e grupos dissidentes das FARC.

De acordo com a declaração conjunta, os países pretendem adotar, conforme suas respectivas legislações, medidas como congelamento de ativos, restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores e responsabilização criminal de pessoas que forneçam conscientemente apoio material ou logístico às organizações.

Os governos também anunciaram a intenção de solicitar ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma reunião de consulta para discutir a criação de um Órgão de Consulta nos termos dos artigos 6º e 13 do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio). A proposta é avaliar uma resolução que facilite ações coletivas contra as organizações listadas.

Pressão sobre o Brasil

A inclusão do PCC e do Comando Vermelho aumenta a pressão internacional sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não participa da coalizão. O governo brasileiro vem adotando posição diferente da dos Estados Unidos em relação à classificação das facções como organizações terroristas.

A declaração também vai além da área de segurança. Os países participantes afirmam que pretendem ampliar a cooperação econômica, avaliar mecanismos de análise de investimentos e proteger cadeias de fornecimento de minerais críticos, por meio de fontes consideradas diversificadas e confiáveis. O documento prevê ainda cooperação em infraestrutura digital, sanções, ações financeiras, compartilhamento de inteligência e treinamento.

A declaração foi assinada por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.


Por: Paraiba.com

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