A última pesquisa espontânea da Quaest, em que o eleitor aponta seu candidato sem receber uma lista de nomes, reforçou uma convicção minha: Lula será reeleito no primeiro turno.
Escolho a pesquisa espontânea para fundamentar esta análise porque ela revela o voto que já está na cabeça do eleitor. Sem uma lista de candidatos apresentada pelo entrevistador, a resposta espontânea, na reta final da campanha, mostra um cenário mais preciso e confiável.

Entre os eleitores que citaram um candidato, Lula aparece com 49,2% dos votos válidos, contra 41,3% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury tem 4,8%, mesmo percentual alcançado pelos demais nomes somados. Lula, portanto, está a apenas 0,8 ponto percentual da maioria necessária para vencer sem segundo turno.
E, como Lula é o único candidato do campo da esquerda citado nesta pesquisa espontânea, já concentra o eleitorado progressista no primeiro turno. Essa concentração lhe dá uma vantagem numa disputa em que outros campos políticos ainda dividem votos entre diferentes nomes.
A tendência, na minha avaliação, é de concentração ainda maior. Flávio Bolsonaro vai atrair a maioria dos eleitores de outros candidatos da direita que querem derrotar Lula. Mas o voto útil também funciona no sentido contrário: quem rejeita a volta da família Bolsonaro ao poder vai se reunir em torno do presidente, pois ele é a única opção competitiva.
Os eleitores que hoje citam Augusto Cury e os demais nomes representam cerca de 9,6% dos votos válidos nesse cálculo. Bastaria Lula conquistar 20% desse grupo para acrescentar aproximadamente 1,9 ponto percentual à sua votação e ultrapassar os 50%, desde que mantenha sua base atual.
É uma disputa apertada, e os indecisos ainda terão peso no resultado. Mas, diante da força de Lula na pesquisa espontânea e da tendência de voto útil, faço minha aposta: o presidente será reeleito no primeiro turno.
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Por: Paraiba.com


















