A eleição para o governo de Pernambuco tem sido uma das mais imprevisíveis desta campanha. João Campos (PSB) começou liderando com folga na pré-campanha, mas a governadora Raquel Lyra (PSD) reagiu, colocou o adversário nas cordas e virou o jogo, abrindo vantagem além da margem de erro.
Dois episódios, porém, desgastaram Raquel: a repercussão de seu salário de R$ 60 mil como governadora e um vídeo em que ela sugere a realização de uma laqueadura em uma mulher sem que ela soubesse — uma fala absurda e desumana.
Em busca do voto feminino, a campanha de Campos explorou a declaração à exaustão. Mas não esperava o contra-ataque: a permanência no PSB de um político condenado por agredir uma mulher, apesar das denúncias e dos pedidos de expulsão. O episódio passou a alimentar acusações de complacência contra João Campos.
Estamos falando de Fábio Tyrone, condenado por agredir a advogada paraibana Miriam Gadelha. Candidato a deputado federal pelo PSB, o ex-prefeito de Sousa foi alvo de denúncias ao partido. Até Tabata Amaral, esposa de João Campos, teria defendido sua expulsão. Ainda assim, Tyrone permaneceu no PSB.
Na reta final da campanha em Pernambuco, o caso de Miriam Gadelha virou munição eleitoral para Raquel. Ao cobrar uma posição sobre Tyrone, a governadora expõe uma contradição incômoda para o adversário: como denunciar a violência contra a mulher e, ao mesmo tempo, conviver no partido com alguém condenado por praticá-la?
De mulher para mulher, uma paraibana pode pesar no desfecho da eleição pernambucana — e ajudar a derrotar João Campos.
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Por: Paraiba.com


















