Após participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá duas agendas relacionadas à campanha eleitoral nesta semana, a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Nesta quarta-feira (23), Lula participa de um ato com artistas na Fundição Progresso, na Lapa, no Rio de Janeiro. O evento deve reunir lideranças políticas e cerca de 80 nomes do setor cultural, entre eles Caetano Veloso, Maria Bethânia e Chico Buarque.
Durante o discurso realizado na ONU na terça-feira (22), o presidente fez uma sinalização ao setor cultural ao defender a garantia de remuneração para artistas, músicos e criadores de conteúdo audiovisual.
Na sexta-feira (25), Lula deve viajar para São Paulo, onde participará de um encontro com empresários. A expectativa é de mais de 200 convidados, incluindo banqueiros, representantes da indústria, do agronegócio e executivos de grandes empresas. O vice-presidente Geraldo Alckmin e outros integrantes do governo também devem participar.
Parte dos empresários convidados esteve em um jantar realizado por Lula no início de setembro, no Palácio da Alvorada. O novo encontro é organizado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do Grupo Prerrogativas; e pelo Esfera Brasil.
De acordo com avaliações internas da campanha, as duas agendas são vistas como iniciativas para ampliar a participação da sociedade civil em torno da candidatura à reeleição e alcançar diferentes segmentos do eleitorado. A equipe também espera repercussão semelhante à do discurso de Lula na ONU.
Na Assembleia Geral, Lula abordou temas como democracia, soberania, conflitos internacionais, mudanças climáticas, desigualdade e regulação das novas tecnologias. Ele também defendeu a remuneração de artistas e criadores de conteúdo audiovisual.
A campanha pretende explorar a repercussão da participação de Lula no evento internacional e destacar sua atuação no cenário externo, além de estabelecer contraste político com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Esse contraste é apontado pela própria campanha como uma estratégia para dialogar com eleitores ainda indecisos.


















