O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima se manifestou publicamente sobre o atual cenário político e jurídico do país, defendendo uma posição independente e criticando decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, é preciso superar a polarização entre os dois principais polos políticos do Brasil: o lulismo e o bolsonarismo.
“Me posiciono contra os dois extremos. Tem muita gente que diz que, no momento em que vivemos, é preciso escolher um lado. Mas eu acredito que buscar um caminho para o Brasil que não seja nem Lula nem Bolsonaro já é, por si só, uma posição”, declarou.
Pedro reforçou que respeita quem pensa diferente, inclusive quem defende Lula ou Bolsonaro, mas ressaltou que também tem o direito de enxergar o país sob outra perspectiva. “A polarização faz muito mal ao nosso país”, afirmou.
Ao comentar a atuação do STF, o ex-parlamentar alertou para o que classificou como abusos institucionais. “Independentemente da ideologia política, é preciso ter muita atenção ao que vem acontecendo no Supremo Tribunal Federal. Os abusos institucionais estão escancarados e não dá para aceitar calado”, criticou.
Ele citou como exemplo a condenação de uma cabeleireira a 14 anos de prisão por supostamente ter vandalizado uma estátua e gritado “Perdeu, mané”. “É justo isso? Ela merece a nossa defesa”, questionou.
Pedro também criticou a mudança de entendimento do STF sobre o foro privilegiado no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Não é porque se trata do Bolsonaro. O Supremo havia decidido que não havia mais foro privilegiado para quem deixou o mandato. Aí, de repente, quando é pra julgar Bolsonaro, o foro volta? Por que o caso não vai ao plenário e é decidido apenas pela Primeira Turma? Por que antecipar uma condenação antes de o processo chegar ao fim? Não faz sentido”, argumentou.
O ex-deputado ainda questionou as restrições impostas ao uso das redes sociais por Bolsonaro. “Por que impedir o uso das redes? São decisões que precisam ser revistas”, disse.
Ao final do pronunciamento, Pedro reafirmou seu compromisso com uma linha política independente. “Vou seguir defendendo o que acredito. Acabo apanhando dos dois lados, mas tudo bem. Com esse vídeo, vão dizer que sou bolsonarista enrustido ou petista disfarçado. Mas vou continuar defendendo o que penso. Respeito quem pensa diferente, mas é preciso conter o que vem acontecendo hoje no STF”, concluiu.
Foto: Reprodução/Redes sociais


















