Vereador Peron Filho foi morto com disparos de arma de fogo, no ‘trevo de Pedro Régis’, na PB-071. (foto: reprodução/instagram/@peronf)
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 7ª Delegacia Seccional de Mamanguape (DSPC), segue investigando a morte do vereador Peron Filho, de Jacaraú e trata o caso como uma execução. Como observou o ClickPB, nesta segunda-feira (6) foi realizada uma audiência na sede das promotorias do Ministério Público da Paraíba (MPPB) em João Pessoa, com o delegado Sylvio Rabello, seccional de Mamanguape, e os promotores Rafael Garcia e Lean Xerez.
O delegado Syvio Rabello explicou em entrevista à rádio CBN que há várias linhas de investigação, inclusive a de violência política.
“A gente trabalha com homicídio dentre o viés, várias linhas de homicídio. Pode ter sido uma ameaça ou desentendimento, pode ter sido algo profissional, muitas coisas e a gente não pode detalhar para sociedade, para imprensa, nesse momento”, disse.
“A gente trabalha principalmente por essa questão do homicídio por execução. A gente investiga os suspeitos, do inquérito policial, é o nosso principal objetivo para identificá-los e identificar também a dinâmica do crime, como se deu o crime, quem foi que contribuiu, quem ajudou, quem executou. Então várias pessoas na região de Jacaraú estão sendo investigadas pela Polícia Civil”, falou o delegado Sylvio Rabello, em entrevista ao programa CBN João Pessoa.
“A gente não descarta motivação política profissional nem de algum tipo de ameaça que tenha sido feita contra ele. A gente não descarta também outras problemáticas que também nos chegam e a gente investiga todos esses víes”, detalhou o delegado seccional de Mamanguape.
O pai de Peron relatou à imprensa possíveis ameaças ao filho e a situação também está investigada pela Polícia.
Relembre o caso Peron Filho
O vereador Peron Filho (MDB) de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba, foi atingido com três tiros nas costas. A vítima, de 36 anos, foi encontrada em uma rodovia próximo à moto que pilotava na noite da segunda-feira, 15 de setembro.
Como trouxe o ClickPB, uma das na investigação é que o vereador tenha sido vítima de homicídio, pela marca de pelo menos três tiros nas costas. A Motocicleta do vereador também foi atingida.
Conforme trouxe o ClickPB à época, à principio foi levantada a possibilidade de um acidente, mas foi descartada pelo registro das marcas de disparos de arma de fogo.

Secretário de Segurança não descartou motivação política
Em entrevista ao programa Arapuan Verdade no dia 18 de setembro, o secretário de segurança pública da Paraíba, Jean Nunes, não descartou motivação política no caso. Segundo o secretário, confirmar a motivação do crime naquele momento seria uma divulgação equivocada, por acontecer antes de apurar todas as informações necessárias, pois as investigações ainda estarem em andamento.
Jean reforçou que a Polícia Civil irá trazer uma resposta para a sociedade em breve.
“A Polícia Civil está se debruçando desde o primeiro momento e cuidando de colher tudo que é possível do crime”, explicou Jean Nunes.
“Não podemos descartar numa investigação dessa, delicada e sensível, qualquer que seja a linha de investigação, nem podemos garantir que tem motivação política mas também não podemos desprezar outras linhas de investigação.Por hora, é prematuro cravarmos aqui qual a motivação”, disse o secretário, como acompanhou o ClickPB.
Vereador Peron Filho
Peron Bezerra Pessoa Filho nasceu em 19 de setembro de 1988. Na política, ele era filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e foi eleito vereador pela primeira vez, por média, em 2016. Na eleição anterior, em 2012, Peron foi suplente.
Em 2024, Peron foi reeleito com 702 votos, o terceiro mais votado na legislatura. Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em seu último registro de candidatura, Peron declarou ter ensino superior completo e como profissão empresário.
Família pede justiça
Um ato, pedindo justiça, ocorreu no dia 1º de outubro, em frente a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). A ação foi realizada pela família de Peron e se une ao ato realizado pela Federação das Câmaras Municipais da Paraíba (FECAMPB) que chama atenção para ações de violência contra parlamentares no estado.
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Por ClicKPB


















