A segunda-feira (7) chegou e com ela o início da desmontagem das estruturas d’O Maior São João do Mundo. Até a próxima quarta-feira, 09, comerciantes e patrocinadores deverão retirar suas instalações. Na sequência a equipe da Arte Produções segue com a desmontagem, com caminhões da empresa fazendo diariamente retirada de estruturas.
Enquanto o QG do Forró se despede com saudade de uma edição histórica, todos já pensam nas alegrias do ano que vem. Os acordes das sanfonas foram substituídos pelos motores de máquinas e carros que saem carregados de mesas, cadeiras, tapumes, artigos de decoração e da cozinha dos restaurantes, quiosques e barracas.
E se a montagem demandou tempo e esforço de um coletivo de trabalhadores empenhados, a desmontagem não foi diferente. Uma força tarefa de cerca de 250 pessoas participa dessa etapa, enquanto fora dos limites do PP, alguns forrozeiros ainda teimavam em não ir embora.
A produtora executiva da Arte Produções, Monique Fernandes ressaltou que embora 38 dias de festa tenha sido praticamente uma maratona, o retorno financeiro que O Maior São João do Mundo traz para a cidade é muito grande: “A gente tá circulando pelos comerciantes desde a madrugada, eles estão bem felizes, bem satisfeitos. A gente vê que o São João além de impactar cada vez mais a tradição, ele gera economia, ele dá oportunidade, então acho que o mais importante é que toda essa geração de recursos e economia pra Campina Grande”.
Ventura Barbosa, da Bodega do Ventura, monta o restaurante no Parque do Povo há 31 anos e chegou cedo para o início dos trabalhos. Ele afirmou que o serviço é mais simples que montagem e a experiência de três décadas conta muito pra agilidade do processo de retirada: “Está sendo bem fácil, não teve burocracia. Nós tínhamos feito o cadastro anteriormente e quando chegamos a nossa entrada foi liberada. Todo ano é a mesma coisa, então a gente já tem essa experiência”.
E para carregar tanta coisa, é necessário contratar carros e caminhões de frete. Joseilton Deocleciano trabalha com fretes há pouco mais de um ano, mas já atuou em duas edições d’O Maior São João do Mundo. Ele foi contrato para montagem e desmontagem dos mesmos estabelecimentos e já conquistou clientes fiéis: “O tempo do Maior São João do Mundo é serviço pra todos, gera renda em todas as partes do início ao fim. Eu comecei no frete com a montagem e agora estou no final da festa. Já se divertiu todo mundo e eu to aqui fazendo pra fazer o trabalho de desmonte das barracas. Já tenho uma clientela aqui dentro. É uma renda boa, estou agendado pro dia todo, até 17h, se Deus quiser.”
Adelmo Inácio também trabalha com fretes e fez serviços no Parque do Povo. Apesar do serviço puxado que é abastecer o caminhão com paletes de madeira, ele manteve o bom humor afirmando que tudo era como uma atividade física: “Fazer exercício é bom. Trabalho não mata ninguém”. Ele fez duas viagens com o caminhão lotado de coisas e comentou sobre o tempo curto para descansar entre aproveitar os dias de festa, a desmontagem da estrutura do Parque do Povo e os serviços de frete seguintes: “Um pouco de descanso e a gente segue para trabalhar de novo.”
Mesmo nos estabelecimentos menores o trabalho é árduo. Gianine Souza monta barraca no São João há três anos e iniciou a desmontagem logo cedo: “A gente pôde perceber que tem organização e que é obrigatório o uso de EPI do mesmo jeito do início, na montagem, e a gente está conseguindo desenvolver as atividades no tempo que nos deram. A expectativa é terminar o mais rápido possível”, falou. Passados 38 dias de trabalho na festa, a comerciante avaliou: O que fica é gratidão e o sentimento de desafio cumprido, alcançado e o preparo para o próximo ano. É tudo uma experiência que a gente soma pro ano seguinte ser sempre melhor.”, concluiu.
O Maior São João do Mundo é muito mais que uma festa feita para animar grandes públicos. Para além preservar a memória da cidade e fomentar a cultura popular nordestina, ele gera empregos, faz a economia girar e leva o nome de Campina Grande para todo o planeta.


















