Donald Trump voltou a subir o tom contra Nicolás Maduro, e ordenou um bloqueio aéreo e naval contra a Venezuela. Segundo comunicado do presidente norte-americano divulgado nesta terça-feira (16/12), todos os navios sancionados pelos Estados Unidos, que entrem ou saiam do território venezuelano transportando petróleo, estão bloqueados.
Na mensagem, divulgada na rede social Truth, o líder norte-americano acusou o governo chavista de r0ubar ativos dos EUA, como petróleo, além de utilizar o setor petrolífero do país para financiar” a si mesmo”, o “terr0rismo de dr0gas” e o “tráf1co humano”. Por isso, Trump afirmou que a medida deve durar “até Maduro sair [do poder]”.
“A América não permitirá que Criminosos Terr0ristas ou outros Países, r0ubem, am3acem ou prejudiquem a nossa Nação e, da mesma forma, não permitirá que um Regime Hostil tome o nosso Petróleo, Terra ou quaisquer outros Ativos, todos os quais devem ser devolvidos aos Estados Unidos, IMEDIATAMENTE”, escreveu Trump, sem dar provas de possíveis r0ubos cometidos pela Venezuela contra os EUA.
A nova decisão de Trump se soma a outro bloqueio unilateral dos EUA contra a Venezuela. No fim de novembro, o presidente norte-americano anunciou o fechamento do espaço aéreo do país liderado por Maduro, em meio a escalada militar na América Latina e Caribe.
Atualmente, os EUA realizam a operação Lança do Sul na região, cujo objetivo declarado é combater o tráf1co de dr0gas. Até o momento, cerca de 26 barcos já foram at4cados em águas do Caribe e do Oceano Pacífico, por supostamente transportarem ent0rpecentes para o solo norte-americano.
Maduro, por sua vez, é o principal alvo das ame4ças vindas de Washington. Contestado internacionalmente, o herdeiro político de Hugo Chávez é apontado como líder do cartel de Los Soles. O mesmo grupo foi classificado, recentemente, como organização terr0rista internacional pelos EUA.
Com a mudança nas políticas de combate ao tráf1co internacional, que também atingira outros grupos, a administração Trump abriu precedentes para realizar operações militares em outros países, com a justificativa de combater o terr0rismo.
Com metropoles/ Foto: reprodução


















