terça-feira, 15 setembro 2026

TRE-PB indefere candidatura de Vitor Hugo a deputado estadual

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, na manhã desta segunda-feira (14), indeferir o registro de candidatura de Vitor Hugo (MDB) para deputado estadual. A decisão foi tomada durante o julgamento de uma Ação de Impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

O processo teve como relator o desembargador eleitoral Kéops de Vasconcelos, que votou pelo indeferimento do registro do ex-prefeito de Cabedelo. Os juízes eleitorais Rodrigo Clemente, Giovanna Mayer e Rodrigo Marques acompanharam o voto do relator.

A ação envolve um processo que investiga Vitor Hugo por suposta ligação com facções criminosas durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de Cabedelo. O MPE também aponta uma condenação do candidato por abuso de poder político e econômico.

Na semana passada, a defesa de Vitor Hugo havia pedido a perda de objeto da ação apresentada pelo MPE, citando uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu pela elegibilidade do ex-prefeito.

Em julho, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspendeu os efeitos da condenação por abuso de poder político e econômico imposta a Vitor Hugo. Com isso, também ficou suspensa a inelegibilidade de oito anos.

Operação Cítrico

A decisão do TRE-PB ocorre em meio às investigações da Operação Cítrico, deflagrada em abril pelo Gaeco/MPPB, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU).

A operação investiga a suposta atuação de uma organização criminosa envolvida em fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de facção criminosa em Cabedelo.

Segundo as investigações, o esquema teria envolvido empresas fornecedoras de mão de obra ligadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, apontada como braço do “Comando Vermelho”, além de agentes políticos, empresários e integrantes de organização criminosa.

Ainda conforme a investigação, os contratos administrativos teriam sido utilizados para movimentação de recursos públicos e manutenção de influência política e territorial. O valor dos contratos investigados pode chegar a R$ 270 milhões.

Vitor Hugo foi um dos alvos da Operação Cítrico. Ele foi prefeito de Cabedelo por dois mandatos e registrou candidatura a deputado estadual pelo MDB nas eleições de 2026.

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