quinta-feira, 29 outubro 2026

A direita civilizada precisa romper com o bolsonarismo antes que desapareça

A direita civilizada foi a grande derrotada na disputa parlamentar deste primeiro turno — e já vinha perdendo terreno desde as eleições municipais de 2020. Os espaços antes ocupados por uma direita democrática e moderada foram tomados por uma extrema-direita hostil, que idolatra os Estados Unidos, despreza a ciência e defende a ditadura militar.

O PSDB, hoje quase extinto, é o retrato mais evidente dessa perda de espaço para os radicais. O partido praticamente desapareceu do mapa e perdeu representação na Câmara e no Senado. E não foi só o PSDB: outras legendas históricas da direita também encolheram.

A esquerda, ao contrário, conseguiu preservar seus espaços.

Foi sobre a direita moderada — a de FHC, do MDB, de Serra e de Alckmin — que os radicais bolsonaristas avançaram. Discursos absurdos, como a defesa do fim do voto feminino, da redução de direitos trabalhistas, do ódio às minorias e da xenofobia contra nordestinos, ajudaram a eleger uma legião de malucos que, uma década atrás, não teria votos nem para síndico de condomínio.

Não dá mais para a direita brasileira fingir que o bolsonarismo é apenas uma corrente dentro do mesmo campo político. O bolsonarismo representa o fascismo: despreza a democracia, flerta com a ditadura e quer transformar o Brasil em colônia dos Estados Unidos. Se a direita civilizada ainda pretende sobreviver, precisa romper com esse projeto antes que seja tarde.

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Por: Paraiba.com

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