O Ministério Público da Paraíba realizou, nesta sexta-feira (20/03), uma reunião de mediação para discutir a situação da Clipsi Hospital Geral de Campina Grande, unidade que atende na área materno infantil e pode ter os serviços paralisados a partir de abril. Ao final do encontro, ficou definido que será firmado um termo de ajustamento de conduta (TAC) entre o MPPB e as Secretarias de Saúde do Estado e de Campina Grande, com o objetivo de solucionar o problema de forma emergencial e garantir a continuidade da assistência.
Participaram da reunião o procurador geral de Justiça, Leonardo Quintans; a promotora de Saúde de Campina Grande, Adriana Amorim; os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional da Saúde, Leonardo Pereira, e do Patrimônio Público, Arthur Magnus Dantas; os secretários de Saúde do Estado, Ari Reis, e de Campina Grande, Gustavo Braga; o representante do Conselho Regional de Medicina, Walter Azevedo; além de equipes técnicas das secretarias.
A promotora Adriana Amorim explicou que a Clipsi é um hospital privado integrante da rede complementar de saúde de Campina Grande, atuando como retaguarda para o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, além de contar com quatro leitos de UTI neonatal e seis de UTI pediátrica. Segundo ela, devido a dificuldades financeiras, a unidade pode não conseguir completar as escalas médicas a partir de abril, o que pode resultar em interdição ética pelo Conselho Regional de Medicina. Também foi informado que há débitos da Prefeitura com o hospital.
Durante a reunião, foram definidos encaminhamentos a serem adotados pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município para identificar soluções viáveis. Ficou acertado ainda que, na próxima segunda-feira (23/03), as equipes técnicas das secretarias e do hospital irão se reunir para aprofundar o estudo, que será encaminhado ao Ministério Público. Com base nisso, será elaborada a minuta do TAC, que deverá ser assinada até o fim de março, garantindo a continuidade dos serviços.
A promotora Adriana Amorim destacou que a possível paralisação da Clipsi representa um grave risco de desassistência para gestantes e recém nascidos que buscam atendimento em Campina Grande, especialmente no Isea. Já o procurador geral Leonardo Quintans ressaltou que o MPPB tem atuado na mediação de conflitos, principalmente na área da saúde, e enfatizou a importância do diálogo e do consenso para a solução das demandas.
Com PBagora / Foto: reprodução


















