sexta-feira, 28 agosto 2026

Renan Santos defende armas nucleares e critica STF

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, concedeu entrevista à Globo nesta quarta-feira (26), conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Durante a conversa, o candidato apresentou propostas para áreas como economia, segurança pública e defesa nacional e voltou a fazer declarações polêmicas sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o uso de armas nucleares pelo Brasil.

STF

Questionado sobre declarações anteriores de que poderia descumprir decisões do Supremo que considerasse ilegais, Renan afirmou que não pretende desrespeitar todas as determinações da Corte.

Segundo ele, decisões que considerar ilegais não devem ser cumpridas.

“Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem um dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre”, afirmou.

Nova reforma da Previdência

Renan Santos também defendeu a realização de uma nova reforma da Previdência caso seja eleito. Segundo o candidato, a medida seria necessária para evitar um desequilíbrio das contas públicas.

“Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência. Vai quebrar em três anos, você não tem aposentadoria”, declarou.

O candidato também citou cortes de gastos e investimentos em infraestrutura como parte de sua proposta econômica.

Corte de R$ 1 trilhão

Sobre a promessa de cortar R$ 1 trilhão em gastos públicos, Renan afirmou que o objetivo seria estabilizar a trajetória da dívida por meio da redução de despesas e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Ele também defendeu o fim da vinculação dos pisos de gastos com saúde e educação. Segundo Renan, os atuais critérios seriam inadequados para municípios que enfrentam mudanças demográficas.

Armas nucleares

Um dos principais pontos da entrevista foi a defesa feita por Renan Santos para que o Brasil desenvolva armas nucleares.

O candidato afirmou que, para se tornar uma das maiores potências mundiais, o país precisaria ampliar sua soberania militar e discutir a possibilidade de possuir armamento nuclear.

“Se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada nos próximos 30 anos, nós precisamos ter armas nucleares”, afirmou.

Renan reconheceu, porém, que o Brasil não teria condições de desenvolver armas militares desse tipo nos próximos dez anos. Ele também defendeu a saída do país do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e citou a Coreia do Norte como exemplo.

Combate ao crime organizado

Na área de segurança pública, Renan afirmou que o Brasil vive uma “guerra declarada unilateralmente” contra o crime organizado.

O candidato prometeu recuperar, em um ano, áreas dominadas por facções criminosas e defendeu mudanças na legislação para endurecer o tratamento dado a integrantes de organizações criminosas.

Entre as propostas, está a alteração da Lei de Execução Penal para estabelecer regras específicas para integrantes de facções.

R$ 6 bilhões para presídios

Renan também afirmou que pretende investir R$ 6 bilhões na construção de dez novos presídios federais caso seja eleito.

Segundo o candidato, cada unidade teria capacidade para entre 30 mil e 40 mil presos. Atualmente, o sistema penitenciário federal possui cinco unidades de segurança máxima, destinadas principalmente a lideranças de organizações criminosas.

Modelo de Bukele

Renan Santos afirmou ainda que pretende adotar medidas inspiradas no modelo de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

O candidato defendeu a utilização do estado de defesa em áreas dominadas pelo crime e falou em estabelecer um “regime de exceção” em favelas para retomar territórios controlados por facções.

“A ideia de enfrentamento usando um regime especial — aqui, o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime — eu vou adotar. Vai ter um regime de exceção em favelas para eu retomar a favela”, afirmou.

Ao defender uma política de enfrentamento mais dura contra criminosos, Renan disse que o Estado precisa assumir o protagonismo no combate às organizações criminosas e afirmou que “o sangue que tem que jorrar” deve ser o de criminosos, e não o de vítimas da violência.

Créditos: G1


Por: Paraiba.com

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